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26/08/2025

Quase setembro: e a sensação de que o ano acabou?

É curioso como, quando o calendário se aproxima de setembro, muitos de nós sentimos que o ano já se encerrou. As academias ficam mais silenciosas, os projetos de estudo ganham a promessa de “ficarem para o próximo ano” e a agenda, de repente, parece não ter espaço para novos começos.

Na teoria, este seria o momento ideal para desacelerar, avaliar o que foi vivido e retomar o fôlego para encerrar o ciclo com clareza. Na prática, no entanto, surge a tentação de deixar tudo para “depois”. E esse depois acaba se chamando 2026.

Mas será mesmo que precisamos esperar o próximo janeiro para recomeçar?

Nos dias em que me sinto assim, a resposta tem vindo de algo simples: uma pausa. Silencio as notificações, afasto o trabalho por alguns minutos e arrumo a minha mesa. Pode soar trivial, mas é transformador. Porque, no fundo, o que vemos do lado de fora espelha o que sentimos por dentro. Se os papéis se acumulam, se documentos ficam à espera de um lugar certo, se copos e utensílios se misturam ao espaço de trabalho… não é difícil imaginar que minha mente também esteja emaranhada. Ao organizar o entorno, organizo também o pensamento.

Outra prática que me dá ânimo é voltar às páginas do meu Planner. Revisitar tudo o que já realizei no ano é como uma injeção de energia. As anotações destacadas com marca-texto me lembram de cada conquista, pequena ou grande, e de tudo o que fui capaz de fazer até aqui. Há uma alegria genuína em ver as páginas coloridas, cheias de vida e significado. Nessas horas, também me pego caprichando mais na caligrafia, como se escrever mais bonito fosse um jeito de dar forma ao cuidado que quero cultivar comigo mesma.

E, nesse movimento, percebo que ainda há tempo. Tempo de retomar, de simplificar, de recomeçar agora, sem esperar a virada do calendário.